segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

NOW AND GONE

E foi quando aconteceu. Lá estava ele, saindo por de trás das árvores acompanhado somente de um livro nos braços, mas com um abrangente sorriso no rosto. Parecia que algo de bom lhe havia acontecido, mas o que poderia ser? Ele estava com uma bermuda e uma camisa regata preta, desenhando todo o seu corpo. Aquilo me deixou sem ar. E então, ele olhou em minha direção. Naquele momento só existia nós dois, foi como se tudo tivesse desaparecido em minha volta, eu só via seu encantador sorriso e seus olhos castanhos escuros, que brilhavam à luz do sol.
Ele veio em minha direção. A cada passo, mais me faltava o ar, de repente eu tinha esquecido como respirar! Foi se aproximando cada vez mais, até estar tão perto que nossos corpos quase se encostavam, ele estava ofegante.
Ele sabia o que eu estava pensando, e eu também sabia o que ele pensava, mas nenhum de nós tivemos coragem de dizer coisa alguma, nos faltaram palavras, mas o que as palavras não conseguiram expressar, nossos olhares o fizeram, e com tamanha intensidade que qualquer um que nos observasse poderia dizer que estávamos apaixonados.
Então não houve saída, a única coisa a se fazer, aquilo que concretizaria aquele momento, mesmo que fosse só um momento, aconteceu. Nossos corpos se colaram um no outro e sem ao menos dizermos uma palavra, nossos lábios se juntaram num beijo, um beijo que me fez sair do chão e chegar ao nível mais alto do céu, se é que se pode chamar assim.
Quando me dei conta do que estava acontecendo, afastei-me dele e corri, corri para muito longe, até não poder mais vê-lo, parei num ponto onde sabia que não poderia retornar e encontrá-lo novamente. Nunca mais nos vimos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário